segunda-feira, fevereiro 28, 2011

De avanços...







"(...) Explode – o início




Aqui começa.
Aqui começamos a mostrar aquilo que hoje somos.
Aqui nos mostramos a todos os que nos lêem. Todos vocês que às escuras , sem ouvir um único acorde, sem lerem uma única frase, se inscreveram dando aquilo que vos pareceu justo. Dando aquilo que podiam. Dando aquilo que achavam que deviam dar. Muito ou pouco, obrigado.
Obrigado mesmo por hoje começarem a ouvir o nosso novo mundo. A nossa nova voz. A nossa nova vida. Às escuras pedimos que abram os olhos. Às escuras vos damos as nossas mil cores...Obrigado
Explode é um disco de uma vida feito para toda a vida. Agora que abrimos as portas do nosso novo disco, achamos por bem explicarmos o seu real significado
Uma explosão de cores, de luz, de vida, de nova vida. O disco feito e ouvido representa o disco que sempre sonhámos fazer. O disco onde juntamos tudo o que aprendemos, tudo o que lemos, tudo o que vimos, tudo o que ouvimos e em género de conclusão, começamos tudo outra vez. Do inicio. Como se hoje 17 anos depois do primeiro ensaio sentíssemos a mesma energia, a mesma força, a mesma confiança, a mesma motivação.
Gravámos a emoção como se fosse o primeiro disco.
Gravámos a emoção como se fosse o último disco.
E assim começa. (...)"

)

domingo, fevereiro 27, 2011

Leituras do momento...









"(...) "Livro" fala da História recente de Portugal, "de acontecimentos dos últimos 50 anos, com destaque para a vaga de emigração para França, uma aventura que milhões de portugueses empreenderam em busca de uma vida melhor", contou, à Lusa, José Luís Peixoto, que tem ligações pessoais ao tema.
"Os meus pais foram para França nos anos 60 e regressaram dois anos antes de eu nascer. Uma das minhas irmãs ainda nasceu lá", revelou o escritor, de 35 anos, para quem a emigração massiva de há meio século simbolizou "a passagem de uma sociedade rural a uma sociedade urbana".
Apesar de a experiência dos pais ter tido um papel importante na escolha do tema, "o romance não é a descrição das suas vivências", esclareceu Peixoto.

Quanto ao título, o autor afirmou apenas que "é justificado em vários momentos ao longo do próprio romance", a lançar pela Quetzal, que se prepara também para reeditar os anteriores livros do autor. (...)"

(In JN)



«O dom de Peixoto para a escrita é algo raro, de beleza rítmica.» 

The Guardian 

«Um escritor que levanta bem alto a literatura do seu país.» 
Le Figaro 

«Peixoto surpreende pela profundidade estilística com que mostra seguir o exemplo maiúsculo do grande José Saramago e pela coragem de criar, hoje, estruturas narrativas solidamente actuais sob os exemplos, também, de Faulkner, Rulfo, Donoso.» 
L' Unitá 

«A prosa encantatória e audaz de Peixoto é consistentemente bela, inacreditavelmente rica e ressonante.» 
The Independent 

«A escrita de Peixoto é, ao mesmo tempo, fresca, ágil e envolvente, contendo toda uma herança literária universal. Estamos perante um escritor maduro. Um admirável escritor português.» 
Luís Sepúlveda

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Posto de escuta...






De (magistral) capa e (sugestivo) nome Let England Shake, marca o regresso (em elevadíssima forma) de P.J. Harvey...




Excelente (e obrigatório!) disco do 2011 que vivemos...


Destaque para (os belíssimos) England e In The Dark Places e (ainda) para The Last Living Road e (aqui partilhado) The Words That Maketh Murder...

quarta-feira, fevereiro 23, 2011








"(...) Tanto o tempo para ler como o tempo para amar, dilatam o tempo de viver. (...)
A leitura não resulta da organização do tempo social, ela é como o amor, uma forma de ser. (...)"

(Daniel Pennac in Como Um Romance)


De partilhas...







"(...) Obrigado por adquirir o nosso novo álbum.
A partir do dia 28 de Fevereiro vai receber no seu e-mail o acesso para efectuar o download das canções. No total serão onze dias com uma música nova na sua caixa de correio... Onze dias, um disco novo, alguns anos depois... (...)"

"(...) And here we are, in front of them again... (...)"

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

De (aguardados) regressos...




"(...) Uns anos mais tarde, um disco novo...
Os anos foram longos, demorados, ou aquilo que nós chamamos a espera ideal para quando se querem fazer as coisas certas, na altura certa...
O novo disco dos The Gift está composto, gravado, misturado, masterizado e pronto para que o mundo o descubra.
Hoje mesmo e até ao dia 27 de Fevereiro através do site www.thegift.pt poderá adquirir as onze canções que compõem o novo disco. O preço? Dê o que achar justo. Dê o que puder dar. Dê aquilo que quiser dar...
Inscreva-se hoje no site, siga os passos e receberá a partir do dia 28 de Fevereiro uma canção por dia. No total serão onze dias com uma música nova na sua caixa de correio... Onze dias, um disco novo, alguns anos depois…
O novo disco dos The Gift está aí, é real e pronto para ser ouvido.
Comercialmente ainda não existe data oficial de lançamento e esta torna-se a única maneira de ouvir em primeira mão este novo disco.
Recorde-se que os The Gift têm já anunciados espectáculos em Lisboa no Teatro Tivoli nos dias 17, 18 e 19 de Março bem como em Madrid no Teatro Circo Price a 7 de Maio.
Para estes concertos a banda criou uma inovadora maneira de trazer pessoas de fora da capital aos espectáculos, criando o The Gift Experience Pack.Este pack é um pacote que inclui bilhetes duplos para os concertos, viagem de comboio, hotel de 4 estrelas entre uma série de outras ofertas únicas e exclusivas.
Uns anos mais tarde, um disco novo... Inscreva-se, pague o que quiser e desfrute. (...)"


domingo, fevereiro 20, 2011

Posto de escuta...




"(...) Thank you good people for waiting ... Have a great weekend wherever you are.... (...)" (in radiohead.com)

The King Of Limbs marca o (aguardado) regresso dos (Enormes) Radiohead...




Em 38 minutos, aos quais (ainda) parece faltar "qualquer coisa", The King Of Limbs apresenta-se como conjunto de oito (poderosas) canções de (habitual) estética e genealidade "Radioheadzeliana"...

Oitava obra prima de uma carreira que, com atenção e (elevada) admiração, sigo desde Pablo Honey (1993)...

Fica a beleza (sonora e visual) de Lotus Flower...

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

De excelência em arte(s)..






Pela (genial) mente de Wim WendersPINA é um dos  (altos) momentos do Berlinale...

Quando a (excelência) da sétima se "debruça" sobre a (excelência) da quinta...

Não perderei esta sublimidade...







"(...) PINA is a film for Pina Bausch. Shot in 3D with the ensemble of the Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, this feature-length dance film portrays the exhilarating and inimitable art of this great German choreographer who died in the summer of 2009.
Inviting the viewer on a sensual, visually stunning journey of discovery into a new dimension right onto the stage of the legendary ensemble, the film also accompanies the dancers beyond the theatre, into the city and the surrounding industrial landscape of Wuppertal – the place that was the home and centre of Pina Bausch’s creative life for more than 35 years
Wim Wenders first saw a piece by choreographer Pina Bausch – ‘Café Müller’ – in 1985, and was immediately bowled over. Their first meeting soon evolved into a long-standing friendship that was to lead eventually to an idea for a joint film project. However, their project’s implementation was long thwarted by the limitati
Wenders sensed that he had yet to find a suitable form in which convey Pina Bausch’s unique art combining movement, gestures, speech and music. But then, in 2007, Wenders saw the concert film U2-3D, a digital production in 3D about the Irish rock band U2 and, all at once, it became crystal clear to him that “3D was the way to do it! Only by including the dimension of space did I feel confident (rather than merely presumptuous) that here was a suitable way of transporting Pina’s Tanztheater to the screen.” Wenders began to familiarise himself thoroughly with the latest developments in 3D cinema and, in 2008, he and Pina Bausch began to think about realising their dream. They decided to include the following pieces from her repertoire: ‘Café Müller’, ‘Le Sacre du Printemps’, ‘Vollmond’ and ‘Kontakthof’.
For more detailed information, listen to THE INTERVIEW (...)"

quarta-feira, fevereiro 16, 2011








"(...) A neve pôs uma toalha calada sobre tudo.
Não se sente senão o que se passa dentro de casa.
Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar.
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,
E adormeço sem menos utilidade que todas as ações do mundo. (...)"

(Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos)

terça-feira, fevereiro 15, 2011

De (aguardados) regressos...






De forma (propositadamente) inesperada, a genealidade musical marca (re)encontro com o mundo...




Pela mão dos (intocáveis) Radiohead, chega ao (físico) mundo, a 09 de Maio, The King Of Limbs




Para quem adquirir a versão Newspaper Album, o download está agendado para o (em mim especial) 19.º dia que faz Fevereiro...
Belo presente já (me) ofereci!..

Fica ums dos (marcantes) momentos que, no Verão que fez 2009, tive o privilégio de viver na magnífica Praga...

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Posto de escuta...





Aos 22 anos de idade, James Blake está a "agitar" o mundo do "dub" e não só!..

De um primeiro (e homónimo) longa duração, que mantenho em audição (e lenta "digestão"), destaque para a voz que "sobrevoa" (todo) um som de vanguarda...





Confirmem com (o excelente) Limit to Your Love...

sábado, fevereiro 12, 2011

Leituras do momento...







«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

De concertos e seu registo...









live at the wiltern documenta (
artísticos
) momentos de uma digressão que (lamentavelmente) ainda não passou por Portugal...

Ainda assim, Obrigado Jónsi...



quarta-feira, fevereiro 09, 2011

De (artísticas) escolhas e sua exposição...







My Choice/

My Choice - Obras seleccionadas por Paula Rego na Colecção do Bristish Council
10 de Fevereiro a 12 de Junho de 2011 - Casa das histórias

Hora de inauguração: 18h30

"(...) …Ao fundo da sala empilhavam-se grandes caixas de cartão negro, cheias de desenhos e gravuras. Tive a impressão de que algumas não eram abertas há anos e anos, de que ninguém havia sequer olhado para elas. Descobri um mundo mágico de lugares lindamente desenhados, casas com janelas de vários tamanhos, paisagens e vistas urbanas, muitas vezes misteriosas. Senti o meu coração palpitar, sem saber ainda a sucessão de surpresas que me esperava; enchi-me de expectativa e encanto. (…) Escolhi apenas aquilo de que gostei. Não escolhi imagens por causa do nome do artista ou por serem consideradas historicamente relevantes. Muitas vezes, não sabia quem as tinha feito. Algumas delas, já as vira antes, mas outras não. (…)»                                         
Dezembro de 2010                                                                                     
Texto de Paula Rego in catálogo da exposição.

Entre o dia 10 de Fevereiro e o dia 12 de Junho de 2011 a Casa das Histórias Paula Rego apresenta a exposição My Choice, uma selecção de obras da colecção do British Council pela artista Paula Rego. Partindo deste acervo constituído por mais de 8500 obras de artistas britânicos da contemporaneidade (séc. XX e XXI) a artista escolheu 120, maioritariamente desenhos e gravuras, mas também fotografia e pintura, que reflectem aspectos temáticos, narrativos e técnicos presentes frequentemente nas suas obras. O critério de selecção traça-se naturalmente a partir dessas afinidades temáticas em torno de narrativas universais: nascimento, morte, amor, sexo. Destacam-se a série de 39 gravuras dos Contos dos Irmãos Grimm da autoria de David Hockney (1969), dez fotografias de Madame Yevonde e, provavelmente a obra mais emblemática desta exposição, Naked Girl with Egg (1980-81) de Lucian Freud.(...)"

domingo, fevereiro 06, 2011

Posto de escuta...







Ode To Sentience é nome do mais recente "longa duração" de Emily Jane White...





Calmas sonoridades que transportam para (sempre interessantes) universos musicais de Cat Power, Feist ou P.J. Harvey...

Recomendo (atenta) audição antes que o "Inverno derreta completamente"...

Fica um breve "concerto" numa (parisiense) livraria...



sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Leituras do momento...







Pela "mão" da (recente e muito recomendável) AHAB Edições...


"(...) O norueguês Kjell Askildsen criou um universo literário onde não há lugar para retratos bucólicos: as personagens, das quais quase não são feitas descrições físicas, vivem perto de um abismo imenso, silencioso e ameaçador, que as espera. As dificuldades sentidas em se conhecerem, e também àqueles que lhes são próximos, cria um mundo cínico, cheio de estranhos sentimentos incubados. Esta obra é um trabalho corajoso sobre a inevitabilidade da solidão humana e do nosso irremediável desconsolo emocional.»

«...singular universo literário, cínico e por vezes a tocar o humor absurdo, criado pelo norueguês Kjell Askildsen (n. 1929), considerado um dos mais importantes escritores nórdicos.» (...)"

(In Ípsilon - Público)

De concertos e suas marcas...





Em (brigantina) sala esgotada, entre oportunas (interventivas) piadas, Pedro Abrunhosa "aqueceu" a (fria) terceira noite que fez o Fevereiro que vivemos...
Espectáculo intimista marcado por novas "roupagens", "covers" (com destaque para Purple Rain) e pela magia da (sempre muito bem) musicada poesia de Pedro...
(Meus) momentos mágicos: Pontes Entre Nós, Eu Não sei Quem te Perdeu e Ilumina-me...