segunda-feira, março 11, 2019
quinta-feira, março 07, 2019
Leituras do momento...
Da 'Trilogia do Adeus' - João Anzanello Carrascoza
"(...) Como o título traz, o narrador desta história, um homem de cinquenta e tantos anos, escreve em um caderno anotações de vida para sua filha recém-nascida, Beatriz. Temeroso de que não acompanhará a maturidade da filha, uma vez que a diferença de idade é muito grande, o homem se põe a narrar a história da família entremeando por impressões filosóficas e poéticas sobre a trajetória de uma vida. A intenção do pai, porém, não é mostrar uma verdade, mas sim a delicadeza - "e eu só sei, Bia, que, em breve, não estaremos mais aqui, e, enquanto estivermos, eu quero, humildemente, te ensinar umas artes que aprendi, colher a miudeza de cada instante, como se colhe o arroz nos campos, cozinhá-la em fogo brando, e, depois, fazer com ela um banquete". Mas mesmo essas palavras, que compõem pequenos trechos escritos ao longo do primeiro ano de vida da criança, não são suficientes para satisfazer o pai - "eu ia te contar o segredo do universo como quem sussurra uma canção de ninar, mas eu não posso, filha, eu só posso te garantir, agora que chegaste, a certeza da despedida". No texto deste "caderno", o leitor pode acompanhar também a inquietação do pai, ao longo de um ano, pela saúde da mãe de Bia, que vive doente e requer cuidados tanto quanto a criança. O leitor irá reparar que o texto diagramado apresenta espaços em branco ao estilo de Dos Passos - além de expressarem os vazios que a ausência já ocupa, são hesitações deste pai ao tentar escrever a educação sentimental para a filha. (...)"
(in 'livrariacultura.com.br')
domingo, fevereiro 24, 2019
sábado, fevereiro 16, 2019
De teatro...
"Orlando continua atraente. Tem trinta e seis anos há pelo menos cem anos. É homem? É mulher? Não tem dúvidas sobre os sexos a que pertence e, no entanto, não pode ter certezas. Fazendo o balanço da sua vida de mulher, de mulher casada e de poeta publicada, Orlando ouve o som do vento no carvalho, o mesmo que levou o marido para o Cabo Horn. Adensa-se a nuvem de humidade que tudo permeia no século XIX. Mas é na Grande Vaga de Frio que foi realmente (realmente?) feliz e Orlando prepara-se para o regresso ao Grande Carnaval no Gelo.
Dramaturgia: Luísa Costa Gomes
Tradução: Ana Luísa Faria, ed. Relógio D'Água
Concepção e direcção: Carlos Pimenta
Interpretação: Emília Silvestre"
Co-produção: ENSEMBLE | FCCB | TNSJ
domingo, fevereiro 03, 2019
Posto de escuta...
Assume Form marca o regresso de James Blake.
Em (saborosas) repetidas audições.
Fica o "tema título"...
domingo, janeiro 20, 2019
quinta-feira, janeiro 17, 2019
De concertos...
Júlio Resende apresenta, esta noite, Cinderella Cyborg, no TMB - Teatro Municipal de Bragança.
Até lá...
“Cinderella Cyborgé o nome do novo disco de Júlio Resende. É também uma aventura pelo lado cyborguiano da Música. Tenta estabelecer um diálogo possível entre o humano e o inumano, entre a carne e os chips, entre o acústico do piano e do contrabaixo e o electrónico do computador e dos Pads. Entre a sua liberdade enquanto pianista e a rigidez da linguagem dos computadores. Entre a extrema imperfeição do humano e a perfeição impossível da máquina. Também na música é difícil a reunião com a máquina, por exemplo, em relação ao tempo das músicas, a máquina nunca vacila, a máquina não gosta de esperar, mas o humano é sempre flexível. Júlio Resende gosta dessa dificuldade. De a superar e disso fazer música. Se não superarmos as dificuldades não encontramos paz. A paz está sempre na superação e não no conflito.
Neste novo disco, Júlio Resende aposta no seu lado autoral, de compositor de canções e pensador de melodias.
Cinderella Cyborg é uma fantasia de união que demonstra que mesmo quando a vida nos parece madrasta, há uma história de amor que pode surgir em qualquer lugar.”
terça-feira, janeiro 15, 2019
terça-feira, janeiro 01, 2019
Leituras do momento...
(Regresso ao, assumo, venerado H. Murakami)
"(...) A cena repete-se todas as noites. Pouco antes das duas da manhã, o narrador ouve um som ao longe. Um sino antigo, oriundo das profundezas do tempo. Inquieto, o protagonista sem nome mergulha na floresta e descobre um santuário feito de pedras quadradas. Realidade ou fantasia?
Em A Morte do Comendador, um retratista sem nome, de 36 anos, subitamente abandonado em Tóquio pela mulher, acaba por ir viver para a misteriosa casa de montanha de um famoso artista. A descoberta de um quadro inédito no sotão dessa casa desencadeia uma série de misteriosos acontecimentos e constitui o pretexto para explicar metaforicamente os acontecimentos da vida do protagonista sem nome. A pintura que dá o mote ao romance, essa tem título - A Morte do Comendador - e remete para a ópera Don Giovanni, de Mozart.
Dividido em duas partes, A Morte do Comendador elege a música e a pintura como artes privilegiadas e aborda a solidão e o amor, a arte e o mal, temas bem conhecidos dos leitores, a par da paternidade, tópico inédito nos romances de Haruki Murakami, considerado pelo The Guardian um dos maiores romancistas da atualidade».
Uma das narrativas mais ambiciosas de Haruki Murakami, A Morte do Comendador constitui uma homenagem ao romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. (...)"
Dividido em duas partes, A Morte do Comendador elege a música e a pintura como artes privilegiadas e aborda a solidão e o amor, a arte e o mal, temas bem conhecidos dos leitores, a par da paternidade, tópico inédito nos romances de Haruki Murakami, considerado pelo The Guardian um dos maiores romancistas da atualidade».
Uma das narrativas mais ambiciosas de Haruki Murakami, A Morte do Comendador constitui uma homenagem ao romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. (...)"
(in wook.pt)
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